quarta-feira, 26 de março de 2008

FOTO DO ANO


A imagem do britanico Tim Hetherington foi eleita foto do ano, pelo júri do 51º World Press Photo. Esta foto foi realizada em Setembro de 2007 por ocasião de uma reportagem para a revista americana Vanity Fair. A fotografia mostra um soldado americano a descansar num bunker do Afeganistão, com um ar completamente desolado.

Segundo o presidente do júri, Gary Knight, “com esta escolha foi rendida homenagem à fotografia tradicional e contemporânea, no que a fotografia tem de melhor”. Disse ainda ser esta, uma fotografia sofisticada, de grande sentido de humanidade e de grande inteligência, que representa todos os problemas do homem actual.

fonte: revista PHOTO

Os Blogs vêm-se afirmando como veículos de opinião livre. Na Birmânia, onde quem controla a informação é o exército, obrigando os jornais a publicar só o que estiver autorizado pelo poder político (governo), a bloger Nay Phone Latt, foi presa, no princípio deste ano, no dia 29 de Janeiro, por não ter respeitado essa obrigação. Nay Phone está reclusa na prisão d’Insein (perto de Rangoon), juntamente com o jornalista U Win Tin. Essa Prisão é reservada aos condenados á morte e conhecida pela sua insalubridade. Nay Phone devia ter sido julgada a 6 de Março mas até agora não existem notícias de tal ter acontecido.

Mais informações em: www.bma-online.org

sábado, 22 de março de 2008

180 Grau


Abraão Vicente começou um novo programa televisivo na TCV, onde, um bocado ao seu estilo, se pretende dar uma nova visão, sobre a forma como é trabalhada e apresentada a notícia nos nossos semanários. Vi os dois primeiros programas e a impressão com que fiquei, foi que apesar de se colocar questões pertinentes, nem sempre há tempo suficiente para debater essas mesmas questões, ficando muito por dizer. Por outro lado, nota-se também que os comentadores sentem-se pouco à vontade para abordar questões em que os comentários possam ser conotados com um posicionamento político-partidário. No entanto é de se louvar este tipo de iniciativa, porque pode ajudar a trazer uma nova postura para os nossos jornalistas.

No último programa despertou-me especial atenção a questão da carta aberta dos trabalhadores da TACV e, confesso que esperava um debate mais profundo sobre este assunto que tem sido muito mal explicado, tanto interna como externamente. Aliás, a meu ver, o que tem falhado neste processo de reformas na TACV, é a forma como têm sido implementadas as directivas que são emanadas a partir da Direcção geral desta empresa. Não entendi ainda qual tem sido o papel das chefias intermédias da companhia neste processo, visto que, o que se tem assistido, é um despir de responsabilidades, em toda a primeira fase de reformas da TACV: foram despedidos quase uma centena de trabalhadores e, para além de se ter conduzido esse processo de forma desastrosa - colocando os trabalhadores perante o facto consumado -, ninguém sabe quem elaborou as listas dos empregados despedidos porque, quem o devia assumir não o faz. E, agora que me parece estar a começar a segunda fase dessa que reforma, tenho a sensação que muita da contestação que existe internamente, acontece porque, muita gente que sempre se sentiu confortável dentro da empresa pelos cargos que sempre ocupou - muitas vezes sem ter competência para tal – começa a ver sendo posto em causa o seu lugar – leia-se status -, e as regalias que sempre obteve na sua vida profissional.

Parece-me ser necessário fazer entender aos trabalhadores da TACV que, mesmo não gostando das medidas que se vem implementando, a sua obrigação, é dar o seu melhor para fazer com que a empresa melhore a sua prestação. Porque só assim, poderão continuar a lutar pela defesa dos seus direitos e interesses, dentro e fora da empresa, quando necessário. É necessário dar uma volta de 180 graus na mentalidade e na atitude da maioria dos trabalhadores desta empresa, para que entendam que nesta fase crítica que a TACV atravessa, é importante colocar a companhia á frente dos interesses pessoais.

Baluka Brazão

sexta-feira, 21 de março de 2008

GERRA ÀS ACÁCIAS!

E assim, de repente, resolveram decretar guerra às acácias americanas! Dizem por aí que foi a forma que se encontrou para retaliar contra a invasão de repatriados das terras do Tio Sam. Esses que vieram com essa mania de ser Tughs e de formar gangs tal qual se faz lá nas Américas. Eu não acredito nessa teoria, mas alguém tem que pagar o pato. E é certo que a maioria dessa malta também não ajuda. Também, pudera, cada um sobrevive da forma como sabe! É a lei da selva! Só que com isso estão a acabar com a pouca vegetação existente na cidade; fruto de um enorme esforço de todos os que participaram nas campanhas de reflorestação, do tempo da outra senhora que agora voltou com ideias modernas. É da internet, influências da globalização. Ou será da capitalização de votos? Alguns dizem que é por causa do alcatrão. Não vá dar-se o caso de ter que estar a esventrar a cidade para reparar a canalização que uma raiz de acácia mais atrevida resolveu atacar, para fazer dela o seu chafariz. O mal dos americanos é esse, quando não conseguem as coisas a jeito, resolvem á força. Mas eu não acredito que seja realmente esse o motivo. Dizem que o pessoal do kassu-body, andava a esconder-se atrás das árvores para preparar emboscadas às suas vítimas, e como a polícia não tem conseguido dar vazão a tantos casos, investiu-se na prevenção. Será? O pior mesmo é quando se aventuram pelos canos de esgoto e vão dar á sanita da casa de alguém muito importante. Será que o pessoal está com medo de inadvertidamente ser enrabado pela raiz de uma acácia americana qualquer e ser vitima do veneno que usa com os outros no seu dia a dia? Ou será que é mesmo porque vêm aí as autarquicas e não se fez o trabalho de casa na capital?

Texto e foto: Baluka Brazão

quinta-feira, 13 de março de 2008

MULHERES, ATRASOS E KASSU-BODY



No dia 8 de Março, dia internacional da Mulher, estive na Cidade Velha, onde foi festejado esse dia, com a inauguração de uma sede para uma associação de apoio às mulheres dessa zona. Para celebrar tal evento, ouve catxupa cozida na lenha, batuku, e a voz da Lúcia Cardoso… e é claro, os discursos de circunstância! Este tipo de intervenção social é importante porque, a meu ver, ajuda a encurtar as distâncias que existem na nossa sociedade, em termos socioeconómicos, entre as populações que carecem desses apoios, e as que têm acesso mais imediato ao ensino e ao emprego. Ajuda a absorvê-los em vez de marginalizá-los.

Um pouco mais abaixo, no largo central onde está exposto o pelourinho - onde eram castigados e vendidos os escravos que para aqui eram transportados – estava instalada uma pequena feira de artesanato nacional. Havia também um palco montado para um concerto de celebração da passagem do Amistad pela cidade da Ribeira Grande. Quem quisesse, podia ainda ir visitar a réplica da escuna que se tornou famosa pelo papel que assumiu na abolição da escravatura nos EUA (La Amistad), que estava ancorada na baía da Ribeira Grande de Santiago. Para isso, bastava fazer fila, para ir de bote até ao veleiro.

A praça e a esplanada estavam bem compostas. Aguardava-se com alguma expectativa o concerto que traria ao palco músicos de renome como Ramiro Mendes e Kim Alves, entre outros. No entanto, como já se vem tornado hábito, as preparações para o inicio do espectáculo, foram acontecendo durante a festa e, houve mesmo quem tivesse desistido de esperar pelo inicio atrasado da actuação dos músicos. Este hábito de não cumprir com os horários programados está a enraizar-se de tal forma no nosso meio, que há quem já o chame de “horário cabo-verdiano”. É bom que não se tome isso como um elogio aos nossos costumes. Quando se assumem compromissos que envolvem terceiros, é preciso saber respeitar horários, porque não será sinal de boa educação, deixar os outros à nossa espera. Em alguns casos, esse comportamento acaba por premiar os prevaricadores.

De volta à capital, reunimo-nos em casa de um amigo para uma troca de ideias musicais. A meio da nossa audição, porém, fomos surpreendidos pelo alvoroço causado pela chegada de um terceiro amigo e a namorada, que tinham ficado de se juntar a nós e que tinham acabo de ser vítimas de kassu-body, mesmo á porta da casa onde nos encontrávamos. Valeu ao casal, o facto de, o meliante ter tentado agredir o nosso amigo com um ferro e este ter conseguido agarrá-lo, resistindo ao ataque e, após alguma luta, o agressor ter-se posto em fuga, levando apenas um casaco. Parte desta cena foi presenciada por alguns transeuntes que limitaram-se a olhar para o que estava a acontecer, sem intervir. Este tipo situações de violência urbana está a aproximar-se vertiginosamente da porta das nossas casas e parece que aos poucos, vai sendo assumida como um desastre natural!

Fará também isto, parte da nossa cultura? Esta indiferença a tudo o que passa ao nosso redor mas que não nos afecta directamente! É que até entende-se que o batuque seja apresentado como principal símbolo da cultura nacional e que se pretenda dar à Cidade Velha a dimensão que deveria ocupar na história do tráfego negreiro. Mas assumir a violência urbana como um mal que não pode ser combatido e que tem que ser assimilado, não me parece que faça parte da cultura deste povo de brandos costumes que, vem sendo afrontado com situações que aos poucos vai diminuído a qualidade de vida de quem habita esta cidade porque, muitos dos que cá vivem, não consegue adopta-la como sua.

Texto e fotografia: Baluka Brazão

quarta-feira, 12 de março de 2008

DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO

Aos poucos vão voltando os cortes de energia regulares na capital e sempre com uma nova justificação! Como será possível fazer a manutenção do estatuto de PDM sem ter luzes suficientes para resolver males como a Electra? Será que o Estado irá distribuir subsídios para que todos possam ter o seu gerador caseiro para resolver este problema energético e lançar-nos assim no caminho do desenvolvimento sustentado?

EKU DI NET!

Atenson pessoal! Segundo um texto ki sta circula na net, bebi cerveja ou refrigerante na lata sem labal antes ou usa palhinha, podi mata! Por isso tudo alguém ki gosta di bota um boka na lata pa djuda mata kalôr num dia di sol, debi da um leitura na kêl texto pa tem nuson di perigo ki ê sa ta korri. Si bu ka ta da pa laba bu lata antis di bu poi boka na êl, pidi um palhinha. Si ka tem palhinha, é midjor bu controla bu sêdi!

Nhôs fika drêtu!

Ta Sumara Tempo

A minha foto
Praia, Ilha de Santiago, Cape Verde

Jasmine Keith Jarret

Jasmine Keith Jarret

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